domingo, 15 de junho de 2014

Sempre

Escrevo, apago, volto a escrever e torno a deitar fora as palavras.
Meu amor, tu que estás onde eu não posso estar, mas que estás em tudo o que eu faço, quero que saibas que todos os meus dias são uma luta contra ti. 
Como porque tenho de comer. Sorrio porque parece bem. Faço amor porque tem de ser. E em todos esses momentos, todos sem exceção, imagino como seria poder fazê-lo contigo - comer, sorrir, fazer amor.
Sabes a dor que me acompanha, essa dor que também é tua, essa dor que reconheço nas migalhas que vais deixando por aí.
Que mais posso eu dizer-te senão que a minha vida é sobreviver sem o prazer e a emoção que o teu corpo carrega, dizendo-te adeus dia após dia, a cada golo de ar que sorvo, a cada bocado desta maçã que trinco agora, a cada beijo que dou. Sobrevivo porque tem de ser. Vivo pela saudade que te tenho.