"...
sim, sempre com a minha mão no teu ombro, agarrados um ao outro, apoiando-nos um
ao outro, fugimos, como dois amantes solitários e desesperados neste universo
aterrador e cheio de fealdade, que só o amor permite enfrentar, e pronto,
deixamos tudo para trás de nós, caminhamos sob as árvores, pelas ruas vazias,
silenciosas e melancólicas, olhamos para as luzes coloridas dos restaurantes e
dos cafés, ao longe, e falamos, com um entendimento mútuo vindo do fundo do
coração, como dois apaixonados de quem o mundo inveja não só o amor mas também a
profunda amizade"
(Orhan Pamuk)

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