Não sei como comecei a amar-te. Não sei como pude amar-te, nem como, ainda hoje ao pensar em nós, tudo dentro de mim grita de mágoa, se revolve e quer sair em forma de lágrimas. Estávamos condenados ao fracasso desde o início.
Disseste-me há dias que “não podias deixar de me dar os
parabéns…”. Mas podias, podias mesmo, e devias tê-lo feito se fosses outro… um
pouco melhor.
Achas que a tua lembrança me faz feliz? Achas mesmo que
retiro algum prazer quando me escreves a dizer que nunca me esqueceste e que te lembras com saudosismo dos momentos que passámos juntos, para depois te recusares
a tomar um café comigo (como se eu fosse indigna ou te pudesse levar a cometer algum
pecado... como se não fosse já um desvio à tua fidelidade conjugal o simples
facto de me escreveres).
Conscientemente ou não, continuas a fazer comigo o que te faz sentir melhor, o que te é mais conveniente, quando te é mais conveniente. Esse jogo do toca e foge que sempre soubeste tão bem jogar. E eu, tola, volto a deixar-me levar por essa secreta esperança que nunca me abandonou.
Que esperança tão estúpida. Tão masoquista que eu sou.
Conscientemente ou não, continuas a fazer comigo o que te faz sentir melhor, o que te é mais conveniente, quando te é mais conveniente. Esse jogo do toca e foge que sempre soubeste tão bem jogar. E eu, tola, volto a deixar-me levar por essa secreta esperança que nunca me abandonou.
Que esperança tão estúpida. Tão masoquista que eu sou.
Agora tens a tua vida perfeita e feliz. Decidiste voltar a casar, voltar a
ter filhos. Não foi certamente em mim que pensaste durante esses anos, mas se alguma
vez foi, então cometeste o pior dos crimes – ser desleal, não com os outros mas
contigo próprio.
Esquece-me de vez ou finge que me esqueces. Tanto me faz. Mas não voltes ao sítio onde foste feliz. Nunca mais.

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