"(...) Mas sentia falta das montanhas. Não, a vida não tem sentido sem montanhas enevoadas. Não nos podemos medir sem elas e acho que as pessoas devem medir-se constantemente para evitar sentirem-se mais pequenas." (in O quase fim do mundo - Pepetela)
Regressei de férias com aquela melancolia própria de quem ainda sente o cheiro adocicado a figos pelo ar, o quente das águas verde esmeralda, o sabor das comidas diferentes...e dos daiquiris e dos gins tónicos. Nas minhas férias houve também montanhas. Montanhas com o mar em fundo. Estradas estreitas, impróprias para cardiacos. Árvores a crescer em rochedos debruçados sobre o mar.
O tempo passa tão depressa quando se está bem, como que a querer dizer-nos "isto é só uma amostra do que a vida tem para te dar, tanta coisa boa, é só procurar...e nunca desistir de lá chegar!"
"O quase fim do mundo" do escritor angolano Pepetela foi o meu livro de férias. Vale a pena ler, pois a história é fantástica e muito bem contada, sempre com aquele gingar africano que me fazia rir onde quer que estivesse.
2 comentários:
Bom regresso. Obrigado também pela visita.
Vale a pena apostar e acreditar na força da vida que une movimentos
e pessoas para a chegada de uma nova era de plenitude, na certeza e
na esperança de um novo amanhecer, cada vez melhor.
Dias felizes vão continuar a surgir trazendo-te a coragem dos
guerreiros, a tranquilidade de um monge e a sabedoria de um sábio.
Que a esperança desperte em ti a paciência e a tolerância e que
todos os teus sonhos se tornem reais, porque apenas com o exercitar
da vida podemos acreditar que tocaremos aquela estrela.
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