segunda-feira, 23 de março de 2009


A escrita é a minha primeira morada de silêncio
a segunda irrompe do corpo movendo-se por trás das palavras
extensas praias vazias onde o mar nunca chegou
deserto onde os dedos murmuram o último crime
escrever-te continuamente... areia e mais areia
construindo no sangue altíssimas paredes de nada
esta paixão pelos objectos que guardaste
esta pele-memória exalando não sei que desastre



(Al Berto)

3 comentários:

just me, an ordinary girl disse...

adoro tanto esta música,é uma das minhas preferidas

e tb gostei muito do poema, que nao conhecia!

um beijinho, para ti

Anonymous disse...

Tudo em ti é simplesmente bonito.

Anonymous disse...

Perdi a memória no descontentamento... tentei voltar, encontrar a imagem do teu rosto, mas... não encontrei a memória, não encontrei a caixinha aonde guardo todas as recordações boas.
Será que um delírio, um gesto mais tresloucado chega para por fim a tudo?
Fechei os olhos recostei-me o olhar tornasse sombrio até que o escuro tomou conta de mim, em poucos segundos descobri que por mais que tentemos as recordações acompanham-nos nos momentos de solidão em que a vida se torna mais frágil.

Falcaodonorte