quarta-feira, 25 de junho de 2008

Esta noite queria a tua mão para agarrar
Esta noite queria uma cama com lençóis amachucados
Esta noite vestia-me de branco só para ti
Esta noite queria ir para aquele lugar onde os nossos sonhos marcam encontro
…e amanhã, nascer dentro do teu sorriso

6 comentários:

NAHS disse...

Palavras sábias bonitas e ternas como estas...


PARA OUVIR...

http://www.rhaiza.com.br/poetas_neruda_14.htm

Brincas todos os dias com a luz do Universo.
Sutil visitadora, chegas na flor e na água.
És mais do que a pequena cabeça branca que aperto
como um cacho entre as mão todos os dias.

Com ninguém te pareces desde que eu te amo.
Deixa-me estender-te entre grinaldas amarelas.
Quem escreve o teu nome com letras de fumo entre as estrelas do sul?
Ah, deixa-me lembrar como eras então, quando ainda não existias.

Subitamente o vento uiva e bate à minha janela fechada.
O céu é uma rede coalhada de peixes sombrios.
Aqui vêm soprar todos os ventos, todos.
Aqui despe-se a chuva.

Passam fugindo os pássaros.
O vento. O vento.
Eu só posso lutar contra a força dos homens.
O temporal amontoa folhas escuras
e solta todos os barcos que esta noite amarraram ao céu.

Tu estás aqui. Ah tu não foges.
Tu responder-me-às até ao último grito.
Enrola-te a meu lado como se tivesses medo.
Porém mais que uma vez correu uma sombra estranha pelos teus olhos.

Agora, agora também pequena, trazes-me madressilva,
e tens até os seios perfumados.
Enquanto o vento triste galopa matando borboletas
eu amo-te, e a minha alegria morde a tua boca de ameixa.

O que te haverá doído acostumares-te a mim,
à minha alma selvagem e só, ao meu nome que todos escorraçam.
Vimos arder tantas vezes a estrela d'alva beijando-nos os olhos
e sobre as nossas cabeças destorcem-se os crepúsculos em leques rodoiantes.

As minhas palavras choveram sobre ti acariciando-te.
Amei desde há que tempo o teu corpo de nácar moreno.
Creio-te mesmo dona do Universo.
Vou trazer-te das montanhas flores alegres, "copihues",
avelãs escuras, e cestos silvestres de beijos.

Quero fazer contigo
o que a primavera faz com as cerejeiras.


"Pablo Neruda"

Montanha Azul disse...

"...quero fazer contigo o que a primavera faz com as cerejeiras".

Há muitos anos que não ouvia este poema...

Anonymous disse...

É bonito sonhar..., mas quando elevamos os nossos sonhos e expectativas muito alto, apenas colhemos desilusões e contrariedades.
Como eu gostava de ter uma vida de sonho, como esses de fadas e reinos mágicos, que um dia contamos às nossas crianças.
Falcaodonorte

Montanha Azul disse...

Sabes, eu também costumava esperar dos outros não muito mas pelo menos o mesmo que eu achava que dava.
Depois percebi que isso me deixava terrivelmente infeliz e desiludida, porque os outros nem sempre pensavam ou desejavam o mesmo que eu. E a culpa não era deles, mas sim da minha ansiedade e carência.
No entanto, nunca desisti de tentar, nem de amar, nem de lutar por algo.
Hoje, quando me levanto de manhã e olho ao espelho, ponho as minhas expectativas a zero e assim tudo o que vejo me parece novo e tudo o que acontece me parece um pequeno milagre.
Lembra-te que não há nada mais terrível do que a negação de todas as possibilidades que antecedem o "nada".
Não desistas de acreditar e confiar! :-)

just me, an ordinary girl disse...

adorei este post, estas palavras

um beijinho

Anonymous disse...

Nunca pensei encontrar na net "coisas" com estas...
Sem palavras!