quinta-feira, 26 de junho de 2008

A vida e a morte pelos olhos de um garrano


Leio hoje no DN a notícia de que mais 5 cavalos garranos foram abatidos a tiro em Melgaço, duas semanas após um ataque semelhante contra outros 10 animais.

Um crime contra todos nós e uma ameaça para a natureza, tanto mais porque só existem cerca de 2000 animais desta raça, quase extinta.

A primeira vez que vi um garrano foi há menos de um ano, durante uma caminhada que fiz no Gerês com uns amigos de Famalicão. Lembro-me que na altura um habitante local nos disse que iriamos ver "centenas de cavalos". Essa frase ficou guardada na nossa memória e até achámos engraçado, porque acabámos por ver apenas 4 ou 5 animais.

Ainda guardo a imagem dos cavalos em liberdade - a liberdade que eu queria experimentar - e naquele momento pensei "esta é a imagem mais bonita que levo desta serra!".

2 comentários:

Anonymous disse...

Este é um tema muito triste, pois, quem gosta da natureza em Portugal sabe que cada vez mais é difícil observar animais selvagens no seu habitat natural, nós por inveja ou malvadez vamos dizimando tudo à nosso volta desde arvores a animais.
Como é triste ver as montanhas transformadas num deserto morto e os vales numa selva de betão...
Vou contar uma pequena historia que me foi narrada numa dessas aldeias perdidas nas serranias do norte:
Era uma vez uma aldeia comunitária pobre de bens materiais mas rica no amor e fraternidade em que existia a união entre todos, todas as tarefas e bens alimentares eram distribuidos de forma igual entre todos, todos se davam bem, até que, alguém um dia por ter mais 500 'milreis' a mais que os outros se julgou superior, não por ser mais sábio, mas tinha um pouco mais de poder económico e por isso queria ser superior.
Apenas quero dizer que ninguém gosta de ser subjugado por apenas meia dúzia de tostões. Daí em diante espalhou-se a inveja e os maldizeres, a comunidade foi destruida, o rebanho fraccionado, o amor deu lugar ao ódio.
Por essas aldeias serranas o ódio dá lugar à morte e à destruição...
A minha mensagem é: vamos espalhar o amor e a criação...
Falcaodonorte

Montanha Azul disse...

Como eu gosto de ler (e ouvir) as coisas que tu tens para contar e os teus saberes...meu amigo :-)