segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Gerês


"Como eu sei que tu adoras o Gerês, não quero deixar de te mandar algumas fotos de lá, para recordar e sonhar.
... Consultei a montanha impregnada dos teus passos e o que ela me disse é que a paixão é dor, ansiedade, necessidade, desejo...incontrolado e absurdo, é no fundo a negação do amor.
Quando cheguei a meio da serra da peneda e dou de caras com aquela rocha enorme no meio do nevoeiro, com todas aquelas fissuras, toda aquela imponência, todos aqueles passos... possíveis de serem descobertos. Agradeci estar ali, para contemplar aquela obra do acaso universal, agradeci tambem a força, a vontade, os amigos e a oportunidade de viver."

(Carta e foto de Carlos Martins, um grande amigo regressado ontem do Gerês)


Eu adoro realmente o Gerês, é uma serra (ou várias) lindíssima, cheia de contrastes, de prados verdes, de fragas imensas, de lagoas de água cristalina e gelada, de garranos, de "planetas de macacos" e árvores petrificadas, de azevinho. Mas para mim o Gerês é sobretudo algumas das pessoas que lá conheci, as suas vidas e experiências, a sua percepção da serra, os seus silêncios e risos, e aquela massa com carne saboreada sob a luz das estrelas.
O Gerês é também o pedaço do coração que fui deixando por lá...

1 comentário:

Anonymous disse...

Eu também adoro o Gerês. Desde que comecei a caminhar lá o mundo tornou-se diferente, mais calmo, silencioso e relaxante. A vida passou a ter um significado mais profundo, mais real, mais intenso. Deixei de me importar com as coisas fúteis da vida e passei a ser cada vez mais eu.
A sua beleza entrou-me pelos olhos com demasiada força. Senti-me muito implicado na Natureza, no Isolamento e na Vida que lá recosntrui. Hoje já não consigo viver sem ir ao Gerês. Lamento não puder estar sempre lá, bem por dentro daquela beleza enorme!