O que penso quando subo uma montanha?!
Tudo começa muito tempo antes, antes sequer de estar junto à montanha. Nos meses que antecedem a escalada, em casa, a ler os mapas e os relatos de quem já fez aquela jornada e a ver as fotos em revistas da especialidade.
Tudo começa muito tempo antes, antes sequer de estar junto à montanha. Nos meses que antecedem a escalada, em casa, a ler os mapas e os relatos de quem já fez aquela jornada e a ver as fotos em revistas da especialidade.
E com o sonho nasce o entusiasmo.
Quando dou por mim, o meu espírito já está a 3.000 mt de altitude, enterrado em neve até aos joelhos.
Quando dou por mim, o meu espírito já está a 3.000 mt de altitude, enterrado em neve até aos joelhos.
Sem nunca lá ter estado, os meus olhos conseguem desenhar o trilho e fazer um filme completo e a cores de todo o percurso, das paisagens, e até do esforço a dispender.
Em última instância, é esta vontade e entusiasmo que me mantêm viva, por dentro e por fora.
Uma vez um amigo chamou-me visionária e eu não entendi o que isso queria dizer, nem me reconheci em tal expressão. Ele depois explicou-me que isso significava que eu conseguia visualizar as coisas e as situações muito antes de as ter experimentado.
Perante isto, seria de esperar que eu achasse o montanhismo desinteressante, não fosse eu não me contentar só com o sonho. É preciso concretizá-lo.
Assim, para mim subir uma montanha é reconhecer um caminho. É olhar cada pedra com admiração, cada bloco de gelo com a adrenalina a correr velozmente nas veias, cada cume com respeito.
Pé ante pé, é isso que me impulsiona, que me dá força e me abstrai da dor.
Consegui chegar ali. Consegui superar as minhas fraquezas e tornar real algo que até ali só existia na minha imaginação.
E no cume, respiro pela primeira vez. Abro bem os olhos. Tudo o que vejo me enche por dentro e sou neve, rocha, nuvem e pássaro – o êxtase deve ser isto.
Estendo a mão, toco o céu, e por um breve instante sou parte de Deus.
Em última instância, é esta vontade e entusiasmo que me mantêm viva, por dentro e por fora.
Uma vez um amigo chamou-me visionária e eu não entendi o que isso queria dizer, nem me reconheci em tal expressão. Ele depois explicou-me que isso significava que eu conseguia visualizar as coisas e as situações muito antes de as ter experimentado.
Perante isto, seria de esperar que eu achasse o montanhismo desinteressante, não fosse eu não me contentar só com o sonho. É preciso concretizá-lo.
Assim, para mim subir uma montanha é reconhecer um caminho. É olhar cada pedra com admiração, cada bloco de gelo com a adrenalina a correr velozmente nas veias, cada cume com respeito.
Pé ante pé, é isso que me impulsiona, que me dá força e me abstrai da dor.
Consegui chegar ali. Consegui superar as minhas fraquezas e tornar real algo que até ali só existia na minha imaginação.
E no cume, respiro pela primeira vez. Abro bem os olhos. Tudo o que vejo me enche por dentro e sou neve, rocha, nuvem e pássaro – o êxtase deve ser isto.
Estendo a mão, toco o céu, e por um breve instante sou parte de Deus.
4 comentários:
Andas nas nuvens...
;)
E no cume, olhas pela primeira vez para dentro de ti e sentes-te natureza... estás em equilibrio dentro do horizonte que alcanças... sentes o vento fresco como se fosse uma carícia... ouves o coração a bater, como se fosse uma bomba relógio pronta a explodir de alegria.
Beijos carlos
Muito muito muito bom! Adicionado nos meus favoritos, viu? Dê uma visitandinha no georgenasnuvens.blogspot.com pra ver oq rola aqui do outro lado do atlantico :-)
Bjo
GeorgeNasNuvens
Adorei ler-te!
Ainda bem que tens um sonho que te alimenta e felizmente tens a oportunidade e capacidades de e para, o realizares.
e ainda bem que eu nao sou invejosa!!!
:))))
um beijo grande (daqui ao everest!)
Enviar um comentário