Antoine de Saint- Exupéry escreveu: "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
Nesta sociedade, em que quase tudo é descartável, inclusive o afecto, esta frase pode parecer extremista e descabida. Hoje em dia ninguém se quer responsabilizar por nada: se o emprego é exigente muda-se de emprego, se a árvore tapa a vista da vivenda corta-se a árvore, se os pais estão velhos e chatos enfiam-se num lar, se a mulher não é loura e boa arranja-se uma miúda de 19 anos.
Hoje em dia ninguém se esforça por entender e aceitar os outros (ou as coisas) como eles são e valorizá-los por isso. Já não sabemos nem queremos ver a sabedoria por debaixo de uma cara cheia de rugas, nem a doçura que esconde um sorriso envergonhado ou a dignidade por detrás daquela postura séria.
Hoje, optamos por criar tudo à nossa imagem - não gostamos de pessoas, mas sim da imagem que queremos criar delas, e quando essa visão não atinge a perfeição desejada ou não se deixa enfeitar como queremos, passa-se adiante e atira-se para o lixo em vez de se "reciclar".
Esquecemos frequentemente que no meio dessa imagem distorcida que muitas vezes temos dos outros, está a imagem de nós próprios que não queremos enfrentar.
Esquecemos que é preciso humildade para entender, para opinar, para julgar, para dar e para receber.
Esquecemos que só olhando para os nossos defeitos em vez de julgar os dos outros, poderemos partilhar plenamente a nossa vida com grandes homens e mulheres.
Exupéry escreveu também: "só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos".
Nesta sociedade, em que quase tudo é descartável, inclusive o afecto, esta frase pode parecer extremista e descabida. Hoje em dia ninguém se quer responsabilizar por nada: se o emprego é exigente muda-se de emprego, se a árvore tapa a vista da vivenda corta-se a árvore, se os pais estão velhos e chatos enfiam-se num lar, se a mulher não é loura e boa arranja-se uma miúda de 19 anos.
Hoje em dia ninguém se esforça por entender e aceitar os outros (ou as coisas) como eles são e valorizá-los por isso. Já não sabemos nem queremos ver a sabedoria por debaixo de uma cara cheia de rugas, nem a doçura que esconde um sorriso envergonhado ou a dignidade por detrás daquela postura séria.
Hoje, optamos por criar tudo à nossa imagem - não gostamos de pessoas, mas sim da imagem que queremos criar delas, e quando essa visão não atinge a perfeição desejada ou não se deixa enfeitar como queremos, passa-se adiante e atira-se para o lixo em vez de se "reciclar".
Esquecemos frequentemente que no meio dessa imagem distorcida que muitas vezes temos dos outros, está a imagem de nós próprios que não queremos enfrentar.
Esquecemos que é preciso humildade para entender, para opinar, para julgar, para dar e para receber.
Esquecemos que só olhando para os nossos defeitos em vez de julgar os dos outros, poderemos partilhar plenamente a nossa vida com grandes homens e mulheres.
Exupéry escreveu também: "só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos".
"(...)E foi então que apareceu a raposa.- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.- Que quer dizer "cativar" ?- É uma coisa muito esquecida. Significa criar laços...Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. Eu não tenho necessidade de ti e tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, teremos necessidade um do outro. Serás para mim, único no mundo. E eu serei para ti, única no mundo. A minha vida será como que cheia de sol." (in O Principezinho)

1 comentário:
"...- a água também pode ser boa para o coração...
- as estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê...
- é belo o deserto,... Sempre amei o deserto... Não se vê nada. Não se ouve nada. E, todavia, qualquer coisa brilha em silêncio...
PR
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