Eu, portuguesinha de gema e branca como o Omo, senti-me indignada com este cartaz, revoltada até.
Há muitos anos atrás a minha mãe, assim como outras tantas mães e pais portugueses, também foi emigrante pelas terras de França, também esteve ilegal, também fez o trabalho que a maioria dos cidadãos franceses não queriam fazer.
Hoje, em Portugal, a mão de obra emigrante é sem dúvida uma mais valia para a nossa economia, quer se queira quer não. Aqueles que cá chegaram para ganhar o dinheiro que lhes permita dar uma vida melhor a si e às suas famílias; aqueles que estão longe dos que falam a mesma língua; muitas vezes sós e desenraizados; na maioria das vezes sujeitos a tratamento desigual e em más condições de subsistência; são aqueles que fazem o trabalho que nós portugueses não queremos fazer.
Na questão da emigração, como em muitas outras, existem coisas boas e más. Mas dai a dizer que a culpa da crise e da violência em Portugal é dos emigrantes (e não do excessivo endividamento, em tempo das vacas gordas, para podermos ostentar aquilo que na realidade não precisamos) é uma tremenda ignorância.
Ao ver este cartaz, lembrei-me que há muitas décadas atrás numa Alemanha também mergulhada na crise, nasceu uma ideologia que fez de um determinado povo o seu bode expiatório e que acabou na morte vergonhosa de milhões de pessoas.
5 comentários:
Concordo. Este extremismo é inaceitavel, nos dias que correm.
Contudo, convem de algum modo realssar que também é preciso pôr ordem na casa.
Ou seja, não é admissivel que crimes praticados por imigrantes, em que são detidos em flagrante delito, fiquem a aguardar julgamento em liberdade, sendo aposto que " reside nas arcadas de Belém".
Óbvio que quando voltarem às arcadas, ele já lá não está, pois umas arcadas não são de facto residência.
Tudo deverá ser acautelado. Gente que quer trabalhar, e há muitos, venham à vontade.
Os outros que se dedicam ao trafico de drogas e armas, proxenetismo, vadiagem, extorsão etc. têm de voltar de imediato para os países de origem.
Um abraço
sem palavras mesmo! O que é isso? neofacismo??
Extremismos, existem em todo o lado.
E a nossa capacidade de entender as coisas passa por saber reagir ao direito á diferença.
Assim como não aceitamos o oposto, podemos não saber aceitar aquilo que é direito...
Podemos e devemos indignarmo-nos com aquilo que nos desagrada.
A questão é saber reagir de modo certo rejeitando qualqur extremismo.
É o medo que nos faz duvidar de tudo e de todos.
E quem sabe se assim se consegue fomentar o medo???.....
Porque os que são vadios e bandidos de cá?... Para onde é que se mandam??? Faz-se um Goulag no alentejo???!....
Cuidado com as indevidas atenções.
Beijinhos.
Eu tenho um filho...tenho obrigações perante ele..educa-lo, garantir que seja um cidadão de bem!
Não tenho obrigações perante os filhos dos outros; posso entender problemas que tenham, apoiar moralmente os pais etc. mas não obrigações.
Boa semana de trabalho
http://crostaceo.blogspot.com/2008/12/pensamentos-de-quem-tem-tempo.html
recado para os comentadores neo-colonialistas, em seguida segue uma possivel solução do seu agrado, é triste mas a ignorancia continua aí...
http://crostaceo.blogspot.com/2008/12/paz-mundial-um-postulado-se-que-se-pode.html
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